Cofi Breic!
Cenas divertidas...práticas...reais...emocionantes...dramáticas...com café...com chá...com um copinho de leite...;)...gargalhadas...lágrimas...sorrisos...e essencialmente cumplicidade...muita....muita cumplicidade... ;)
sexta-feira, 29 de junho de 2012
sábado, 16 de junho de 2012
Ainda bem que aí estas!!!
Há dias em que nos bate...
Sabes que sempre fui apologista em investirmos nas relações, em termos "amigos do peito", que carregamos diariamente no coração...é por isso que te tenho a ti!!! ;)
Infelizmente, nem sempre encontramos pessoas que consigam corresponder ou retribuir de igual forma à fidelidade que a uma boa amizade nos oferece...
Houve alguém em quem investi, e penso que ainda invisto, embora de uma forma mais contida, mais ponderada , que recordo com alguma tristeza.
Lembro-me do dia em que o meu telefone tocou e uma voz trémula e embargada me disse "ele saiu...não deixou nada", estava completamente perdida...e o que se faz quando nos acontece uma coisa assim? o que é que uma amiga como eu deveria fazer? O que eu gostaria que me fizessem...
Imagina o quadro ridículo...eu, com o cabelo cheio de tinta vermelha, porque na altura andava com a mania dos vermelhos, telemóvel no ouvido, completamente estupefacta com o que acabara de ouvir.
É claro que fiz o que considero que uma amiga faria, disponibilizei-me de imediato para estar com ela e comprometi-me a apoiá-la, dia após dia, durante dois anos. Isto muito resumidamente, entre muitas aventuras e desventuras vividas a duas.
Chegou o dia em que, infelizmente, eu me vi numa situação semelhante. Liguei-lhe. Ela estava agora emocionalmente equilibrada, com alguém que lhe dava a estabilidade que tanto ambicionava.
Resposta do outro lado: "Liga a outra tua amiga, sempre vive mais perto e pode ajudar-te!" Fiquei sem reação. Senti revolta por tudo o que havia feito e por tudo o havia deixado de fazer em prole desta pessoa. Senti-me usada, triste, desolada. Afinal de contas, percebi que eu sempre tinha estado lá mas ela não. Tornou-se claro, naquele momento que, para aquela pessoa, apenas importava o seu próprio bem-estar.
O engraçado é lembrar-me das suas exatas palavras :"quero ser para ti aquilo que foste para mim: um porto de abrigo"...Irónico, não?! Foi mais um vendaval acrescido à minha dor...foi um sofrimento ao quadrado...
Claro que ela continua a ligar como se os telefonemas fossem a esmola a que se sente obrigada. Mas é triste...é muito triste perceber que nem todos são merecedores do nosso amor, da nossa preocupação e acima de tudo que não saibam não só reconhecer um verdadeiro amigo mas acima de tudo de retribuir da mesma forma...Desculpa o desabafo...mas há dias assim... :(
Há dias em que nos bate...
Sabes que sempre fui apologista em investirmos nas relações, em termos "amigos do peito", que carregamos diariamente no coração...é por isso que te tenho a ti!!! ;)
Infelizmente, nem sempre encontramos pessoas que consigam corresponder ou retribuir de igual forma à fidelidade que a uma boa amizade nos oferece...
Houve alguém em quem investi, e penso que ainda invisto, embora de uma forma mais contida, mais ponderada , que recordo com alguma tristeza.
Lembro-me do dia em que o meu telefone tocou e uma voz trémula e embargada me disse "ele saiu...não deixou nada", estava completamente perdida...e o que se faz quando nos acontece uma coisa assim? o que é que uma amiga como eu deveria fazer? O que eu gostaria que me fizessem...
Imagina o quadro ridículo...eu, com o cabelo cheio de tinta vermelha, porque na altura andava com a mania dos vermelhos, telemóvel no ouvido, completamente estupefacta com o que acabara de ouvir.
É claro que fiz o que considero que uma amiga faria, disponibilizei-me de imediato para estar com ela e comprometi-me a apoiá-la, dia após dia, durante dois anos. Isto muito resumidamente, entre muitas aventuras e desventuras vividas a duas.
Chegou o dia em que, infelizmente, eu me vi numa situação semelhante. Liguei-lhe. Ela estava agora emocionalmente equilibrada, com alguém que lhe dava a estabilidade que tanto ambicionava.
Resposta do outro lado: "Liga a outra tua amiga, sempre vive mais perto e pode ajudar-te!" Fiquei sem reação. Senti revolta por tudo o que havia feito e por tudo o havia deixado de fazer em prole desta pessoa. Senti-me usada, triste, desolada. Afinal de contas, percebi que eu sempre tinha estado lá mas ela não. Tornou-se claro, naquele momento que, para aquela pessoa, apenas importava o seu próprio bem-estar.
O engraçado é lembrar-me das suas exatas palavras :"quero ser para ti aquilo que foste para mim: um porto de abrigo"...Irónico, não?! Foi mais um vendaval acrescido à minha dor...foi um sofrimento ao quadrado...
Claro que ela continua a ligar como se os telefonemas fossem a esmola a que se sente obrigada. Mas é triste...é muito triste perceber que nem todos são merecedores do nosso amor, da nossa preocupação e acima de tudo que não saibam não só reconhecer um verdadeiro amigo mas acima de tudo de retribuir da mesma forma...Desculpa o desabafo...mas há dias assim... :(
Sobre-protecção
A filha de 4 anos de uma amiga minha perguntou-lhe se as princesas também faziam cocó. A minha amiga riu-se, talvez mais por cumplicidade do que por piada.
As histórias de contos de fadas servem para entreter, para encantar. Tais como os filmes, histórias de encantar para adultos. É apenas entretenimento. Até mesmo quando baseadas em factos reais ou em histórias reais, têm sempre umas pinceladas desse encantamento que nos apaixona, seduz, que nos apela ao sentimento. Que nos faz sonhar e gostar do filme. Se nos toca, relembramos. Ninguém faz filmes (ou escreve histórias) para que sejam esquecidos.
Ainda bem que a filha da minha amiga, apesar de seduzida por todo o glamour que uma princesa possa ter, teve o insight de que até essas criaturas divinas são capazes de algo que cheira mal, que não é bonito. Ainda bem.
Um adulto que ainda acredita em contos de fadas, no mínimo é um fruto amadurecido de um lar sobre-protegido, de uns pais que não o souberam preparar para a Vida.
No entanto, a culpa é a meias. Os pais tentam fazer o seu melhor, na maioria dos casos, mas os filhos também têm a sua quota parte na sua educação. Educar é uma relação dinâmica e de transformação mútua. Os filhos aprendem e desenvolvem-se, mas os pais também. Os filhos recebem a educação que os pais lhes dão, mas também têm a responsabilidade de pensar por si. De olhar em redor, aprender com os erros dos outros, descobrir por si próprio.
Os pais das últimas gerações, felizmente não todos, sobre-protegem os filhos. Dão-lhes tudo, para que não lhes falte nada. Compram brinquedos em demasia. Ralham pouco, para não traumatizar. Mimam demais, para que os filhos gostem deles e os vejam como bons pais. Preocupam-se em agradar aos filhos, evitam as frustrações, os sentimentos de fracasso, desculpam todos os maus feitos (a culpa é sempre atribuída a terceiros) e fazem os filhos acreditar que um conto de fadas lhes é devido pela Vida.
Daí termos adultos tão deprimidos. Daí tanta gente recorrer aos psicotrópicos. Daí termos pessoas tão infelizes e revoltadas com a Vida. Como se esta lhes devesse qualquer coisa. Como se viver fosse demasiado penoso, desagradável. E não é desagradável, apenas não é fácil.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Há sempre uma história que começa com "Tenho uma amiga que tem uma amiga que....", bem a minha história não começa assim. Eu prefiro começar à maneira antiga...
Era uma vez...era uma vez uma menina que cresceu num lar lindo, como nos contos de fadas, a acreditar em fadas, em sonhos, em príncipes, em lacinhos e florinhas...nada lhe faltava. Ela acreditava que um dia, tal como nas histórias encantadas, o seu príncipe iria chegar. Iria arrebatá-la irremediavelmente...e seriam eterna e completamente felizes...mas...e "ráz parta" os "mas".....a bruxa "Vida" tratou de a trapacear...
Ela descobriu que os dias nem sempre são de sol, que o cinzento também traz uma certa beleza ao dia, apesar de nunca lho terem dito...
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Subscrever:
Comentários (Atom)
